O Itaú Unibanco anunciou recentemente a criação de uma nova modalidade de financiamento imobiliário corrigido pelo rendimento da poupança, mais uma taxa fixa de 3,99% ao ano. Uma opção bastante rentável para compra de novos imóveis residenciais.

Os interessados em ingressar nesta nova modalidade, poderão financiar até 90% do valor do imóvel em um prazo máximo de 30 anos (sendo a entrada mínima de 10%).

O crédito usa o Sistema de Amortização Constante (SAC), cujas parcelas vão diminuindo com o passar do tempo. Também é possível usar o FGTS como parte do pagamento, de acordo com as regras previstas pela Caixa Econômica Federal. Por enquanto, apenas novos clientes de financiamento imobiliário terão acesso à modalidade, não sendo permitido que clientes de outros bancos façam a portabilidade de crédito para esta nova opção.

Como funciona a cobrança de juros?

A nova modalidade anunciada pelo Itaú cobra juros abaixo do que se observa nos concorrentes de mercado, já que a Selic está no menor patamar da história. Ou seja, os juros acabam saindo menores que os dos financiamentos tradicionais.

Quando a Taxa Selic se encontra igual ou inferior a 8,5% ao ano, o rendimento da poupança é equivalente a 70% da Selic mais a variação da Taxa Referencial (TR), atualmente zerada.

Atualmente, com o patamar da Selic em 2% ao ano, o rendimento da caderneta está em 1,4% ao ano. Mas, se a Selic estivesse acima de 8,5% ao ano, a remuneração passaria a ser de 0,5% ao mês mais a variação da TR. Podendo chegar então, a cerca de 6,2% ao ano!

Isso quer dizer que, hoje, o cliente pagaria uma taxa de 5,39% (valor fixo de 3,99% + o variável de 1,4%).

Quais os riscos?

Segundo Alberto Ajzental, coordenador do curso de desenvolvimento de negócios imobiliários da FGV, a nova linha é positiva principalmente em tempos de Selic baixa, como agora. O financiamento consegue diminuir o risco do banco e, por isso, acaba saindo mais barato para o cliente.

“Imagine um financiamento de longo prazo. O banco não tem como estabelecer o que vai ocorrer daqui a 25 anos. Então, vai calcular o pior cenário e, na prática, os juros vão ficar mais caros para o tomador de empréstimo, para que o banco corra menos risco”, diz Ajzental.

Outras mudanças anunciadas

O banco também anunciou a redução de taxas nas modalidades de financiamento que já existiam. A linha tradicional atrelada à TR (com taxa fixa ao longo de todo o contrato), passa a ser de 6,9% ao ano, e não mais de 7,3% ao ano. Assim como o percentual financiado, que subiu para até 90% do valor do imóvel (antes o valor financiado era de até 80%).

Outra novidade é a linha de crédito para pessoas físicas com garantia do imóvel (CGI) financiado. A partir de agora, o cliente pode solicitar um crédito pessoal de livre uso, com a mesma taxa do financiamento imobiliário já contratado no Itaú, oferecendo o imóvel não quitado como garantia.

Outra regra é que o valor do crédito pode chegar ao saldo devedor do cliente no financiamento. Vamos a um exemplo prático: o cliente financia R$ 300 mil de um imóvel que vale R$ 500 mil. Caso ainda faltem R$ 140 mil para quitar o atual financiamento, esse valor será o limite de crédito que o cliente conseguirá por meio do CGI financiado.

Com a Montreal, você segue sempre bem informado! E agora com esta nova modalidade de financiamento, que tal investir no sonho da casa própria? Acesse o site e fique por dentro das melhores opções de imóveis em Florianópolis!

Com informações do Portal Uol Economia e InfoMoney.